Na chuva me chega a poesia
Molhada e sem controle nenhum.
Fica Fria e quente ao se misturar com a pele
Descendo desembestada no meio do telhado.
Prefiro quando chove e me tranco num quarto
Fico protegido no escuro e no frio
Nenhum verso agora me ameaça
Há no peito trovões esplendorosos
E nos olhos raios que saltam sem porquês
Guardei uma rima no congelador
E qualquer horas dessas eu a bebo
Sólida e sublimada como minha razão.
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