quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

...

Na chuva me chega a poesia
Molhada e sem controle nenhum.

Fica Fria e quente ao se misturar com a pele
Descendo desembestada no meio do telhado.

Prefiro quando chove e me tranco num quarto
Fico protegido no escuro e no frio
Nenhum verso agora me ameaça 

Há no peito trovões esplendorosos 
E nos olhos raios que saltam sem porquês 

Guardei uma rima no congelador 
E qualquer horas dessas eu a bebo
Sólida e sublimada como minha razão.

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