quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

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Na chuva me chega a poesia
Molhada e sem controle nenhum.

Fica Fria e quente ao se misturar com a pele
Descendo desembestada no meio do telhado.

Prefiro quando chove e me tranco num quarto
Fico protegido no escuro e no frio
Nenhum verso agora me ameaça 

Há no peito trovões esplendorosos 
E nos olhos raios que saltam sem porquês 

Guardei uma rima no congelador 
E qualquer horas dessas eu a bebo
Sólida e sublimada como minha razão.

Pés pra Lua

Não dorme com os pés virado pra rua
Era coisa que dizia minha mãe
Porque tem os pés pra rua quem já morreu.

Levei o conselho a sério, mas contínuo
Da porta do quarto eu vejo a lua
Durmo tranquilo, não era rua sua paixão.